Conhecer Gil Vicente

QUESTÕES

Na caça do erro ...

Identifica as 10 incorrecções presentes na biografia de Gil Vicente que te é apresentada.


(Dramaturgo e actor português)
~1465 - 1536

Dramaturgo e actor português nascido em lugar ignorado, criador do teatro em Portugal, também chamado de teatro vicentino, basicamente caracterizado pela sátira. A sua biografia ainda permanece uma incógnita, não havendo provas definitivas que possam estabelecer, com segurança, a sua identidade. A sua carreira teatral começou de forma premeditada: por ocasião do nascimento do filho de D. Carlos e D. Maria de Castela (1502), entrou nos aposentos reais e, diante da corte surpresa, declamou um monólogo que tinha escrito em castelhano, o Monólogo do Tesoureiro ou Auto da Visitação, um texto sobre como um simples homem do campo expressava sua tristeza pelo nascimento do herdeiro, desejando-lhe má-sorte. A interpretação entusiasmou a corte, que lhe pediu a repetição na passagem do Ano Novo. Ele aceitou o convite, mas apresentou outro texto, o Auto pastoril castelhano, que também fez sucesso. Tinha início, assim, uma brilhante carreira, que se estenderia por mais de 50 anos, no período histórico mais progressista da vida portuguesa. Há poemas seus no Cancioneiro Geral, organizado e publicado (1516) por Garcia de Resende. No reinado de D. João II e com o reconhecimento da irreversível decadência do comércio oriental (1530), Portugal mergulha na sua crise mais profunda, que levaria ao desastre de Alcácer-Quibir e ao domínio espanhol (1580). Escreveu autos, comédias e farsas, em castelhano e em português. Foram 44 peças, sendo 17 escritas em português, 11 em castelhano e 16 bilingues. A sua mais famosa peça teatral foi a Trilogia das Barcas, formada pelo “Auto da Barca do Purgatório”, “Auto da Barca do Inferno” e “Auto da Barca da Glória”. Outras importantes foram Farsa de Maria Pereira (1523) e Auto da Lusitânia (1532). A sua última peça foi Floresta de Fantasmas (1536), mas há dúvidas sobre o local e o ano exactos de sua morte. O seu filho, Fábio Vicente, publicou a compilação de todas as peças do pai (1562), porém a obra deixou muito a desejar por ser incompleta e pelas alterações ocorridas em vários textos. Os seus tipos humanos são tipos sociais que caracterizaram bem o teatro vicentino. A maior parte dessas personagens não têm nome próprio e são designadas pela profissão ou pelo tipo humano, como a alcoviteira, a velha beata, o sapateiro intrujão, o escudeiro fanfarrão, o médico incompetente, o judeu ganancioso, o fidalgo decadente, a mulher adúltera, o padre corrupto, entre outras figuras, que pretendiam alcançar pela crítica os principais vícios da sociedade do seu tempo. 

 



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